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En la foto: João Rasteiro (izda), Jorge Fragoso (derecha) |
Depois de navegar
durante oito ou nove meses
por un mar viscoso e quente,
cheguei a terra, banhada
numa crosta rubra e húmida
de um indelével odor.
Solucei pela primeira vez
e soube que toda a água do mar
é feita das lágrimas de
todos os homens
que foram capazes de chorar.
E aprendi, após dias invcontáveis
e anos finitos neste lugar
que piso cada instante,
que a terra é dos que não sofrem
dos que infligem pranto e sangue.
A terra é dos não-humanos
daqueles a quem o tempo apagou a alma.
Traducción: Jorge Fragoso.
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